J-Bay Open 2015, com direito a tubarão e final cancelada

Qual a boa galera?

Acabamos de passar pela fase mais casca grossa do campeonato.

De certo que essa etapa em Jeffreys Bay na África já era esperado uma fase difícil devido as condições climáticas, e algumas particularidades – ao ponto que a elite feminina nem compete essa fase.

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Esse ano o swell não acontecia, e o prazo dessa 6a. fase foi esticada até seu tempo limite (08-19 de Julho/2015). E, os competidores tiveram que aproveitar oportunidades únicas dentro das possibilidades.

Michael February (ZAF) foi o atleta convidado da etapa.

Devido as condições as pontuações médias das bateria não forma muito altas, mas há quem conseguiu aproveitar oportunidades (e sorte), dentre eles Nat Young, Kelly Slater, Gabriel Medina, Alejo Muniz,Julian Wilson entre alguns outros experts.

Devagarzinho a equipe de Brazilian Storms fora se classificando para as finais, fazendo com que Gabriel Medina Adriano de Souza e Mineirinho chegassem até as quartas de final, mas parou aí. Os veteranos Kelly Slater e Mick Fanning disputaram entre si, em uma batalha acirradíssima na semi-final.

Como se não bastasse tantas emoções, a final dessa etapa foi um marco na história da liga. Na final a disputa já estava marcada: Mick Fanning X Julian Wilson iniciaram a última bateria e, na prioridade de Fanning, esperando uma onda fomos todos surpreendidos (ele mais inda) por um tu-tu-barão. Sim! O mundo inteiro presenciou um real shark attack. Confira no vídeo:

Por muita sorte nada aconteceu (além do susto e um leash mordido). O resgate agiu rápido e para alívio geral, Fanning saiu da água inteiro, sem ferimentos, assim como Julian, que havia surfado em direção ao amigo para tentar ajudar.

Passado o terror, Fanning, na lancha, mas ainda assustado, deu seu relato sobre o incidente:

Era dos grandes. Eu estava sentado, parado e comecei a sentir algo ficar preso na cordinha da minha perna e instintivamente eu pulei, tentando escapar. Mas ele começou a atacar minha prancha, eu comecei a gritar e socá-lo. Eu só vi barbatanas, não vi dentes. Eu estava esperando os dentes em mim. Chutei a traseira dele” – disse Fanning, assustado, mas mantendo o bom humor.

A organização da WSL se reuniu com Fanning e Julian e deidiram não realizar mais a final. Ambos aceitaram ficar com a pontuação de 2º colocado e dividir a premiação, com cada um recebendo 70 mil dólares. Com isso, Adriano de Souza, o Mineirinho, seguiu como líder do ranking. Os dois australianos eram os únicos dos competidores a chegar nas quartas de final que poderiam passar o brasileiro na tabela, caso fossem campeões do evento.

Imagem aérea do ataque de tubarão a Mick Fanning na final da etapa de Jeffreys Bay (Foto: Divulgação / WSL)

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Wiggolly Dantas

Kelly Slater

Mick Fanning

 

Agente se vê por aí. Com, ou sem tubarão.

ALOHA! 🙂

Saiba quem foram os campeões em Bells Beach, WSL 2015

bells beah rip curl pro 2015Imagem: WSL

Para quem não companhou as últimas notícias sobre o maior campeonato mundial de surf, o WCT, e não está por dentro de quem balançou o sino nesta terceira etapa de 2015 em Bells Beach – uma das provas mais tradicionais do circuito –  compartilhamos este artigo para lhe manter sobre tudo que aconteceu.

Devido as más condições climáticas, essa etapa se estendeu pois não houveram ondas boas suficiente para atender o padrão WSL (a natureza não contribui para isso). Este CT#2 Rip Curl Pro Bells Beach iniciou-se em 01 e foi até 12 de Abril.

COMPETIÇÃO MASCULINA

Competições apertadas desde o começo. Brasil representado pelos meninos do Brazilian Storm em peso,  Gabriel Medina, Adriano de Souza (Mineiro) Filipe de Toledo (Filipinho),  Miguel Pupo, Jadson André, WiggollyDantas, Italo Ferreira, competindo com grandes nomes do surf mundial Kelly Slater e Mick Fanning, entre outros diversos atletas e promessas. Entre as disputas os brasileiros Medina e  Mineiro se destacaram e chegaram até as finais (no detalhe: Medina eliminou Kelly Slater na primeira bateria da 5a. Rodada). Abaixo um overview do que rolou nas rodadas finais. Final muito boa com Fanning e Mineiro, e com resultados super apertados, Fanning levou a melhor. Além de balançar o sino em Bells Beach, disputa a liderança do ranking mundial e mantem-se empatado com o brasileiro Filipe Toledo.

bells beach fanning mineiroImagem: WSL

mick fanning bells beachImagem: WSL

COMPETIÇÃO FEMININA

Ao contrário do circuito masculino onde há grande ícones e grande ‘ equipe’  brasileira, na competição feminina é difícil apontar favoritas ao título diante de tantos talentos e histórico equilibrado.

A maior campeã da história do WSL (antiga ASP) de Bells é a norte-americana tetracampeã mundial Lisa Anderson , que já venceu o evento quatro vezes. As expectativas para essa temporada ficou para Stephanie Gilmore, onde ela poderia igualar a marca de vitórias de Lisa. A hexacampeã mundial já faturou a prova 3 vezes, em 2007, 2008 e 2010.

De outro lado defendendo a bandeira brasileira, a cearense Silvana Lima foi a primeira brasileira da história a vencer essa prova. O feito aconteceu em 2009 e na ocasião Silvana desbancou Stephanie Gilmore numa bateria de tirar o fôlego. Silvana chegou em Bells embalada por sua performance na primeira prova do ano, na qual ficou em quinto lugar, e com muita garra tentou mais uma vitória. Mesmo com boa pontuação no decorrer das baterias, infelizmente não conseguiu ir para as quartas de final. Na quarta etapa perdeu para a americana Lakey Peterson, precisando de 9.27 pontos.

Final eletrizante e difícil entre Carissa e Gilmore, devido as condições do mar. As escolhas das ondas certas foi super crucial para a pontuação de cada um. Carissa acabou levando a melhor e balançou o tão disputado sino de Bells Beach, e mantendo a liderança isolada no ranking mundial.

 

carissa moore stephanie gilmore bells beachImagem: WSL

Parabéns para os campeões dessa etapa, e vamos com força total para Margaret River.

ALOHA!

* Fontes: WSL, Canal Woohoo