Os deuses do paraíso Sally e Wright, Fiji Pro 2015

Mahalo amantes do surf!

Para quem acompanhou esta última fase do CT de Fiji Pro 2015, foi persistente e sentiu todo tipo de emoção. Desde o flat que seguiu por dias, liderança de baterias inesperadas, muita onda boa e grandes também, e muito desempenho dos melhores atletas do mundo.

O espetáculo da vez aconteceu nas ilhas Fiji, um paraíso protegido por deuses, e envolvidos por um grande misticismo  de lendas e contos da tradição (muitas de origem polinésia) do povo fijiano, até mesmo uma louca história de se exatamente em Fiji o último lugar que chegou a praticar o canibalismo. (UI!)

dançarinos na cerimonia de abertura

FOTO: WSL / Kirstin

Os atletas foram recebidos em uma tradicional cerimonia do Kava, na qual servem bebida tradicional da paradisíaca ilha, para a abertura da quinta etapa do campeonato mundial de surf.

Com grande expectativa foi esperado grandes ondulações, mas não foi bem assim que ocorreu em Tavarua.

 

CAMPEONATO FEMININO

A etapa feminina iniciou no dia 01 e terminou no dia 05 de junho, e o título estava sendo defendido pela australiana Sally Fitzgibbons.

Stephanie Gilmore ainda não se recuperou da lesão da fase de Margareth River na Austrália, e tivemos a atleta convidada ahavaiana Mahina Maeda.

O mar não estava grande, mas estava maior que es etapas passadas, mas muitas atletas conseguiram ter um bom aproveitamento das ondas,como a Tatiana Weston-Webb, Johanne Defay que garantiram boas notas no decorrer das baterias. Nas quartas se destacaram  Sally Fitzgiboons e Bianca Buitendag, que se mantiveram até as finais.

Sally mandou muito desde o começo, e defendeu seu título e foi bi-campeã em Fiji, mesmo com o tímpano perfurado (guerreira!)

Veja como foi as disputa entre Sally Fitzgiboons(9.23 / 9.33) X Bianca Buitendag (6.9 / 7.5)

Caissa Morre ainda lidera o ranking mundial, seguido de Courtney Conlogue e Sally que garante a terceira posição.

WSL, Fiji Pro 2015

Foto: WSL

 

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WSL, Fiji Pro 2015 WSL, Fiji Pro 2015

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CAMPEONATO MASCULINO

Com muito custo o swell demorou para se  formar, mas aos poucos chegou chegado e nos proporcionou grades surpresas até o final dessa etapa.

A equipe do Brazilian Storm contou com Alejo Muniz, Wiggolly Dantas, Felipe Toledo, Adriano de Souza, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Jadson Andre e Italo Ferreira e houve muita disputa entre atletas brasileiros.

As ondas fijianas que demoraram a aparecer, começaram a mostrar sua força, e poucos atletas conseguiram se destacar (digo… em pontuações mais altas)… E, desde o início os gringos mostraram mais força para esta etapa.

Italo Ferreira eliminou o Mr. Mito Slater no quinto round, e neste mesmo round Owen Wright cravou 2 primeiras notas 10 (sim, houve outras….). Italo e Wigolly foram os únicos brasileiros chegar até as quartas de final – mas também, foi só até aí.

Owen Wright  deu mais uma “brilhada”  na cena nas semi-finais (9.43 e 7.5), até finalizar o australiano Julian Wilson nas finais (4,67 e 4,67) com mais duas notas perfeitas 10.

Fiji Pro 2015 mostrou mais uma vez o grande desafio de nossos brasileiros com ralação o nível e qualidade do surf mundial. Entretanto, Mineirinho continua liderando o ranking da liga mundial, seguido de Felipe Toledo e Owen Wright.

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WSL, Fiji Pro 2015

Fotos: WSL

Próximo CT, em J-Bay Open na África promete e exigirá muito mais desses atletas… digo.. apenas os masculinos. Pois a condição do mar nesse local é tão casca grossa que a mulherada competirá o Vans US Open na Califórnia/USA.

Estamos acompanhando TUDO!

Fotos: WSL

Fiji, muito mais que ilhas

BULA! (em fijiano, bem-vindo!)

Como todos estão acompanhando ( e nós um pouco atrasados), as competições da quinta etapa do WCT em Fiji estão acontecendo em um paraíso natural.

Caso você não saiba (e agora assim como eu, passará a saber), que a República de Fiji, mais conhecida como ilhas Fiji, é um país que faz parte da Oceania no Pacífico Sul, a quatro horas de voo de Melbourne, na Austrália. O arquipélago é composto por  322 ilhas, sendo as duas maiores Viti Levu e Vanua Levu, ambas de origem vulcânica.

As ilhas Fiji possuem uma área juridiscional de aproximadamente 709.660 Km2, o que equivale quase ao tamanho da França. Destes, apenas cerca de 10% é terra, os outros 90 % é mar. Com uma população total de aproximadamente 850 mil habitantes, cerca de 70% dos fijianos vivem na maior ilha do arquipélago, Viti Levu. Das 333 ilhas que formam o arquipélago, apenas 105 delas são habitadas.

Hoje, a economia do país é baseada no extrativismo, produção de produtos agrícolas (cana de açucar) e no turismo. Este último, é sem dúvida, a principal fonte de divisas ao país. E embora as ilhas Fiji possam ser basicamente dividida em 9 grupos de ilhas distintas, mais de 95% dos turistas estrangeiros que visitam o país, conhecem apenas 3 destas regiões: (Viti Levu, Mamanuca Islands e Yasawa Islands).

Imagine-se em um cenário paradisíaco, onde confunde-se o mar e o céu, água morna, areia fofa e pela sombra das palmeiras, paisagens quase selvagens, estrelas-do-mar azuis, algas, conchas e corais gigantescos. Fiji, é a “terra dos corais” é rica pela natureza, cultura, povo e gastronomia, que resultou da interessante mistura de influências das mais diversas origens.

O clima tropical temperado faz das Fiji um ótimo destino em qualquer altura do ano, mas o ideal é visitar o país durante a estação seca, entre Maio e Outubro: as temperaturas são mais frescas, há menos umidade e chuva, além de menores possibilidades de ocorrerem ciclones

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Brasileiros não precisamos de visto para entrar / visitar Fiji. O único documento requerido é um passaporte com validade mínima de 6 meses além da data prevista para se deixar o país, e permanecer em Fiji como visitantes/turistas por um período de até 120 dias.

Para se entrar em Fiji é recomendado ter uma passagem aérea com data de partida inferior a 120 dias depois de sua chegada ao país, além do certificado internacional de vacinação contra a febre amarela.

Para acessar as diferentes ilhas do arquipélago as opções geralmente são: via aérea (avião, hidroavião ou helicóptero), via marítima (ferry ou embarcação particular fretada), via terrestre. Lembrando que por ser uma ex-colônia britianica, em Fiji se dirige na mão inglesa. E por lá, o mapas para GPS aparentemente ainda não chegou, ou seja, a navegação por lá  é ainda totalmente por mapas impressos.

O SURF EM FIJI

O Arquipélago muito visitado por turistas australianos e é famoso por suas ondas e paisagens. A onda mais famosa de Fiji é CloudBreak, que fica no Ilha de Tavarua. Existem muitas outras ondas por lá e ao contrário do que muitos pensam as opções de hospedagem são econômicas.

Jason charging Cloudbreak; Tavarua, Fiji

As melhores condições para o Surf em Fiji ocorrem de Março à Novembro ( Época Seca ) com swells de SUL originados nos Roaring Forties ( Ventos que vêem do Sul da Austrália ). Os ciclones tropicais que passam pela Austrália entre Novembro e Fevereiro ( famosos por criarem ondulações em Kirra e Burleigh Heads ) coincidem com a estação de chuvas em Fiji e podem produzir boas ondas.

PRINCIPAIS PICOS

f1cb87f222c9567eefe2d38a8437d0eaFrigates Passage : Esquerda muito constante, pode quebrar até 15 pés
Wilkes Pass: Direita longa e cavada
Namotu Island: Esquerda longa e manobrável com uma direita mais cavada
CloudBreak :Onda famosa, tubo pesado. Pode quebrar até 15 Pés;
Restaurants: Fica na Ilha de Tavarua, esquerda rápida.
Serua Rights: Onda longa, drop fácil, tubo no inside
Leftovers: Esquerda, drop em pé.

 

 

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