A primeira prancha de surf

Olá surfers!

Aqui estamos nós, com uma dica essencial para quem está pensando em cair no marzão.

O surf é um esporte que exige mesmo que pouco, o equipamento adequado. E,  é essencial para que não se tenham frustrações logo no início, que esse equipamento seja o correto para você. Estamos falando de variáveis que influenciam a escolha – limitações, porte e condicionamento físico, na qual varia de pessoa para pessoa.

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A prancha de surf é o principal equipamento, e temos que tomar a decisão certa quanto a sua escolha. Pois, além do investimento que muitas vezes não é baixo, é a escolha certa que nos ajudará a evoluir em desempenho.

Para quem está começando, o ideal é que seja uma prancha maior, mais larga e mais espessa. Isso porque essas medidas deixam a prancha mais estável, mais fácil para remar e entrar na onda e principalmente, para ficar em pé. O peso também é um fator importante, por isso sempre considere escolher uma prancha que suporte um peso maior que o seu, gerando melhor flutuação e facilitando a estabilidade em cima da prancha.

Todas as pranchas de surf são medidas em “pés” e “polegadas”.
1 PÉ = 30,48 CM = 12 POLEGADAS
1 POLEGADA = 2,54 CM

Daí vem as dúvidas, porque, para quem nunca sequer pegava jacaré na praia, ter que entender quais são as variações e especificações e espessura já é demais.

As pranchas são classificadas em :

– Longboard

– Gun

– Funboard

– Evolution

– Pranchinha

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O funboard – em torno de 7″ e 8″ (pés) – , possui maior área de bico (muitas vezes é arredondado), é o mais recomendado para iniciantes por obter todas as medidas mais largas, tornando a aprendizagem mais rápida e eficiente. O fun é o intermediário entre uma prancha e um longboard. Tem quase a velocidade e mobilidade de uma prancha, e estabilidade de um long.

Esse tipo de prancha proporciona uma remada fácil, e com mais consistência e estabilidade que uma pranchinha. E, é indicado para algumas situações:

 

1) A aprendizagem inclusive para crianças. É um tipo de prancha indispensável nas escolinhas de surf.

2) Surfistas mais pesados que não querem surfar de longboard mas necessitam de uma prancha com boa remada.

3) Surfistas que não surfam regularmente nem mantem atividade física constante e quando vão surfar necessitam de boa remada.

4) Longboarders que querem surfar mais radical para quebrar a rotina.

5) O retorno de quem ficou alguns anos sem surfar.

Uma outra opção é a fun evolution, essa é versão mais “radical” do funboard. O tamanho varia entre 6”8″e 8’0″ e a diferença básica em relação ao funboard está na largura do bico, que fica mais estreito e mais bicudo. Essa largura à menos deixa a prancha com menos remada que o funboard, porém com resposta muito melhor nas manobras. É sem sombra de dúvida a melhor opção para quem tem boa habilidade e já ( ou ainda) manda umas manobras mais iradas, mas também pode ser utilizada em aprendizagem de surfistas mais leves e por mulheres.

Vai uma palhinha de um vídeo que achei no Youtube, da diversão que uma fun proporciona (fun….fun….diversão.. entendeu? :D)

Não fique com dúvidas. Sugerimos procurar um shaper, para melhor sugerir o tamanho e especificações para você.

E, não esqueça que NÃO é só a prancha. Há outros acessórios essenciais, como leash (aquela cordinha que prende a prancha a perna), para não “perder”  a prancha e ter que ir buscar lá na beira toda vez que a onda passar, protetor solar porque mesmo na água você pode ser queimar (e muito) e claro, a parafina.

Decididas (os)?

Agora coragem, e nos vemos no inside …. de prancha!

ALOHA! 😉

 

Fiji, muito mais que ilhas

BULA! (em fijiano, bem-vindo!)

Como todos estão acompanhando ( e nós um pouco atrasados), as competições da quinta etapa do WCT em Fiji estão acontecendo em um paraíso natural.

Caso você não saiba (e agora assim como eu, passará a saber), que a República de Fiji, mais conhecida como ilhas Fiji, é um país que faz parte da Oceania no Pacífico Sul, a quatro horas de voo de Melbourne, na Austrália. O arquipélago é composto por  322 ilhas, sendo as duas maiores Viti Levu e Vanua Levu, ambas de origem vulcânica.

As ilhas Fiji possuem uma área juridiscional de aproximadamente 709.660 Km2, o que equivale quase ao tamanho da França. Destes, apenas cerca de 10% é terra, os outros 90 % é mar. Com uma população total de aproximadamente 850 mil habitantes, cerca de 70% dos fijianos vivem na maior ilha do arquipélago, Viti Levu. Das 333 ilhas que formam o arquipélago, apenas 105 delas são habitadas.

Hoje, a economia do país é baseada no extrativismo, produção de produtos agrícolas (cana de açucar) e no turismo. Este último, é sem dúvida, a principal fonte de divisas ao país. E embora as ilhas Fiji possam ser basicamente dividida em 9 grupos de ilhas distintas, mais de 95% dos turistas estrangeiros que visitam o país, conhecem apenas 3 destas regiões: (Viti Levu, Mamanuca Islands e Yasawa Islands).

Imagine-se em um cenário paradisíaco, onde confunde-se o mar e o céu, água morna, areia fofa e pela sombra das palmeiras, paisagens quase selvagens, estrelas-do-mar azuis, algas, conchas e corais gigantescos. Fiji, é a “terra dos corais” é rica pela natureza, cultura, povo e gastronomia, que resultou da interessante mistura de influências das mais diversas origens.

O clima tropical temperado faz das Fiji um ótimo destino em qualquer altura do ano, mas o ideal é visitar o país durante a estação seca, entre Maio e Outubro: as temperaturas são mais frescas, há menos umidade e chuva, além de menores possibilidades de ocorrerem ciclones

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Brasileiros não precisamos de visto para entrar / visitar Fiji. O único documento requerido é um passaporte com validade mínima de 6 meses além da data prevista para se deixar o país, e permanecer em Fiji como visitantes/turistas por um período de até 120 dias.

Para se entrar em Fiji é recomendado ter uma passagem aérea com data de partida inferior a 120 dias depois de sua chegada ao país, além do certificado internacional de vacinação contra a febre amarela.

Para acessar as diferentes ilhas do arquipélago as opções geralmente são: via aérea (avião, hidroavião ou helicóptero), via marítima (ferry ou embarcação particular fretada), via terrestre. Lembrando que por ser uma ex-colônia britianica, em Fiji se dirige na mão inglesa. E por lá, o mapas para GPS aparentemente ainda não chegou, ou seja, a navegação por lá  é ainda totalmente por mapas impressos.

O SURF EM FIJI

O Arquipélago muito visitado por turistas australianos e é famoso por suas ondas e paisagens. A onda mais famosa de Fiji é CloudBreak, que fica no Ilha de Tavarua. Existem muitas outras ondas por lá e ao contrário do que muitos pensam as opções de hospedagem são econômicas.

Jason charging Cloudbreak; Tavarua, Fiji

As melhores condições para o Surf em Fiji ocorrem de Março à Novembro ( Época Seca ) com swells de SUL originados nos Roaring Forties ( Ventos que vêem do Sul da Austrália ). Os ciclones tropicais que passam pela Austrália entre Novembro e Fevereiro ( famosos por criarem ondulações em Kirra e Burleigh Heads ) coincidem com a estação de chuvas em Fiji e podem produzir boas ondas.

PRINCIPAIS PICOS

f1cb87f222c9567eefe2d38a8437d0eaFrigates Passage : Esquerda muito constante, pode quebrar até 15 pés
Wilkes Pass: Direita longa e cavada
Namotu Island: Esquerda longa e manobrável com uma direita mais cavada
CloudBreak :Onda famosa, tubo pesado. Pode quebrar até 15 Pés;
Restaurants: Fica na Ilha de Tavarua, esquerda rápida.
Serua Rights: Onda longa, drop fácil, tubo no inside
Leftovers: Esquerda, drop em pé.

 

 

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Um show de surf no WCT4, Oi Rio Pro 2015

Do dia 11 a 22 de maio o mar da Barra da Tijuca do Rio de Janeiro, recebeu grandes atletas internacionais, e claro… brilharam muito nossos atletas brasileiros.

 

 

COMPETIÇÃO MASCULINA

Nessa etapa do Oi Rio Pro 2015, as condições climáticas foram satisfatórias para que o evento fosse realizado. Particularmente senti falta de condições mais agressivas, a fim de explorar todo o potencial dos competidores. Tanto que não foram compatíveis para Kelly Slater, Mick Fanning e John John Florence, que foram eliminados no decorrer das etapas.
Nessa etapa, nosso Brazilian Storm foi muito bem representado por Wiggolly Dantas, Gabriel Medina, Italo Ferreira, Mineirinho, Alejo Muniz, Jadson André, Filipe Toledo, Miguel Pupo e os convidados David do Carmo e Alex Ribeiro.
Equipe tão bem representada que não poderia ser diferente.
Nas primeiras baterias Filipinho e Mineirinho já apontaram grandes notas logo no primeiro round. Obviamente os gringos não deixaram por menos, e John John Florence meteu-lhes duas ondas de grande aproveitamento (round 3 com 9.77 e 9.00). Houve também muitas disputas entre brasileiros.
Filipinho tomou dianteira e bem devagar passou pelas semi-finais, e mostrou todo seu potencial e auto-controle na final com o australiano Bede Durbidge. Duas onda fenomenais com domínio de seus firmes aéreos. Garantindo as maiores notas dessa etapa: 10.00 e 9.87.
Com essa vitória, Filipe Toledo passa para a segunda posição no ranking mundial, logo atrás e não muito distante de Mineirinho.
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COMPETIÇÃO FEMININA

Para as mulheres as condições cariocas foram favoráveis, para a competição.
O Brasil, foi muito bem representado pelas brasileiras e super guerreiras Silvana Lima e a convidada Luana Coutinho.
Essa etapa uma de nossas favoritas, Stephanie Gilmore não pode competir, depois de uma lesão na última etapa na Austrália. Enfim… a encontraremos em Fiji… Para alegria de algumas (ou não).
Lakey Person mostrou bom desempenho com pontuação um pouco acima da média com suas ondas, Silvana Lima mandou bem ate o round 4, e uma de nossas queridinhas Carissa Moore foi eliminada na semi-final.
Modestia a parte, tivemos uma boa final entre Bianca Buitendag e Courtney Conlogue, que acabou levando o troféu da Cidade Maravilhosa.
Courtney garante sua segunda vitória seguida nas disputas dos CTs e garante a segunda posição no ranking mundial, depois de Carissa Moore.
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Foto:WSL