Felipe Toledo, o caçula nota 10

Gabriel Medina? Mick Fanning? John John Florence? Kelly Slater? Esqueça os quatro primeiros colocados do Circuito Mundial de Surfe (WCT) no ano passado. O vencedor da tradicional etapa de Gold Coast, que abriu a temporada 2015 da Liga Mundial de Surfe (WSL), não tem o peso dos grandes nomes do esporte no momento, mas promete escrever uma bonita história em um futuro não tão distante. Filipe Toledo, ou Filipinho, como preferir, derrubou favoritos, ignorou torcedores locais, passou por cima de qualquer previsão precoce e faturou o cobiçado título na lendária praia de Snapper Rocks, nesta sexta-feira, na Austrália. Mas quem é Filipe Toledo?

Para começar, é necessário ressaltar que o jovem de 19 anos, nascido em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, é simplesmente o mais novo dos 34 surfistas que disputam a elite do esporte em 2015. Só isso. E ele ganhou na Gold Coast. Mas não foi uma simples vitória… Filipinho deu show em um dos picos mais conceituados do planeta.

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Depois de derrota para Dusty Payne e Adriano de Souza na primeira rodada (que não é eliminatória), o brasileiro emendou uma sequência de triunfos dominantes sobre rivais como Adam Melling, Kolohe Andino, Jordy Smith, Matt Wilkinson, Bede Durbidge, Adriano de Souza e Julian Wilson. Tudo foi coroado com uma nota 10 na última onda do campeonato.

Filipinho é um dos principais expoentes da chamada Brazilian Storm (ou “Tempestade Brasileira”), como é chamada a atual e promissora geração do surf brasileiro. Ela tem Gabriel Medina como maior nome, Adriano de Souza como o mais experiente, e Miguel Pupo, Jadson André, Ítalo Ferreira e Wiggolly Dantas como excelentes valores. Dos quatro semifinalistas na Gold Coast, três eram brasileiros (Pupo, Toledo e Souza). Deles, só o caçula sobreviveu. Isto espantou. O site da WSL, por exemplo, classificou como “expressiva” a vitória de Filipinho na Austrália. “Você ainda está impressionado?”, perguntava a manchete da publicação, ainda atônita com o triunfo do jovem.

Quem acompanha a carreira do jovem, contudo, sabe que não… a vitória dele na Gold Coast não é tão surpreendente assim. Filipinho está em franca evolução na ainda curta carreira e pode fazer verdadeiros estragos na elite mundial daqui a alguns anos. O brasileiro foi o 17º colocado no WCT do ano passado e terminou 2014 como líder do ranking da WQS – espécie de categoria de acesso do surfe. A participação na WSL de 2015 é apenas a terceira da carreira do ubatubense, que ingressou entre os “gigantes” do esporte com somente 17 anos – ele foi 15º colocado em 2013.

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